terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Sing-A-Long


Banana Republic

Boomtown Rats

Chorus:
Banana Republic
Septic Isle
Screaming in the Suffering sea
It sounds like crying (crying, crying)
Everywhere I go, oh yeah
Everywhere I see
The black and blue uniforms
Police and priests

And I wonder do you wonder
While you're sleeping with your whore
That sharing beds with history
Is like a-licking running sores
Forty shades of green yeah
Sixty shades of red
Heroes going cheap these days
Price; a bullet in the head

Banana Republic
Septic Isle
Suffer in the Screaming sea
It sounds like dying (dying, dying)
Everywhere I go, oh yeah
Everywhere I see
The black and blue uniforms
Police and priests

Take your hand and lead you
Up a garden path
Let me stand aside here
And watch you pass
Striking up a soldier's song
I know that tune
It begs too many questions
And answers too

Banana Republic
Septic Isle
Suffer in the Screaming sea
It sounds like dying (dying, dying)
Everywhere I go, oh yeah
Everywhere I see
The black and blue uniforms
Police and priests

The purple and the pinstripe
Mutely shake their heads
A silense shrieking volumes
A violence worse than they condemn
Stab you in the back yeah
Laughing in your face
Glad to see the place again
It's a pity nothing's changed

Banana Republic
Septic Isle
Suffer in the Screaming sea
It sounds like dying
Everywhere I go
Everywhere I see
The black and blue uniforms
Police and priests

Sociograma retirado do site do jornal Sol.

Banana Republic!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Toca a Chipar!

Assim vai este triste mundo...

O Bufo de Serviço

Sapateiras e Sapatadas

Zezé Camarinha e Reinaldo Teles. A mesma consistência moral, intelectual e cívica. A mesma figura aprumada. A mesma credibilidade.

Hoje, no Record, Reinaldo afiança que Pinto da Costa é "incapaz de dar uma sapatada" em alguém. Não duvidamos. O problema parece ser que ele manda outros dar as sapatadas...

domingo, 8 de Novembro de 2009

A Vaticanista e o Santo

Se a Aurinha não for canonizada, não sei quem o será...

AH,AH,AH!!!

Polémica: Conversas interceptadas são politicamente explosivas

Escutas de Sócrates em risco de ser apagadas

As dezenas de transcrições de conversas entre Armando Vara e José Sócrates interceptadas durante a ‘Operação Face Oculta’, validadas por um juiz e enviadas para a Procuradoria-Geral da República em forma de certidão, correm o risco de ser destruídas. Basta que Pinto Monteiro, a quem as mesmas foram entregues há quatro meses, considere que as situações em análise não configuram ilícitos criminais, o que permite assim proceder à destruição das mesmas.

Saiba todos os pormenores na edição de domingo do jornal 'Correio da Manhã'.


Pinto Monteiro tem nas suas mãos o poder de mandar destruir as escutas telefónicas que envolvem José Sócrates e Armando Vara. Basta que entenda que não há suspeitas de ilícitos criminais e que proceda ao arquivamento das certidões.


Transcrito do site do jornal Correio da Manhã.

"O Factor Vara"

sábado, 7 de Novembro de 2009

Combate à Pequena e Média Criminalidade

Mas o Povo Gosta, Mário...

Os intocáveis


O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.


Publicado no Jornal de Notícias.