quarta-feira, 10 de Junho de 2009

They Call It Madness!

"Thank you, sir!" - disse o Suggs, o vocalista pincipal dos Madness, directamente do palco para a minha pessoa, respondendo à minha saudação calorosa. É o que faz estar-se lá à frente no meio da miudagem...

Não há muito a dizer acerca dos espectáculos dos delirantes e sarcásticos ícones new wave The Tubes. Estão cada vez melhores. Já não põem em cima do palco as óperas cheias de cenários e adereços em que destruíam artisticamente os estereótipos do sucesso, da wild life do mundo do espectáculo, da merda das drogas e do dinheiro. Mas a sua música continua a fazer contrastar violentamente a crueza do punk/new wave com os cadilaques cor-de-rosa que são o símbolo da miragem de felicidade na sua S. Francisco natal. Os Tubes são portugueses honorários, pela forma como são aceites e como se excedem quando actuam em Portugal. Os eternos rock'n'roll motherfuckers prometeram voltar em breve. Não se explica facilmente por palavras. Quando estão em Portugal, estão em casa.

Os Carbon Silicon também estiveram muito bem, embora pudessem ter tocado um bocadinho mais da "old shit". Quando se pertenceu aos Clash, há que aceitar essa maçadazita...

Os Madness são os Madness e ponto final.

Enquanto esperava pelos Madness estive a apreciar o delírio colectivo das tias e tios RFM com os Foreigner. Uma banda muito profissional e absolutamente simpática, e que deve ser excelente para quem gosta. Nunca tinha visto tantos casalinhos aos beijos, abraçados, a dançarem o "slow" :) Todo o respeito! E gratidão, porque assim o bar ficou vazio e pude emborcar mais dois baldes de Imperial. Uma roubalheira, a 3 euros cada, mas esqueço-me sempre de contrabandear umas latas de Guiness...

Apesar de ser proibido fumar nas salas de espectáculos, continua a haver indivíduos que insistem em enrolar não sei se é erva manhosa se é haxixe transgénico. Cheira a óleo de estrelar ovos e os vapores da coisa que me passam pelo nariz deixam-me um bocado esquisito. É certo que tenho as vitaminas da cerveja para neutralizar a maior, mas fico sempre uma semana a meter açúcar três ou quatro vezes no café, a perder coisas e a não saber escrever. Faltam-me letras, e tenho que reescrever ou activar a correcção automática! Sério! Nunca me dei bem com drogas ilegais. Nem como consumidor passivo. Não sei como é que aquela gente é capaz...


(As fotografias são, de cima para baixo, dos Tubes, Carbon e Madness, e foram roubadas do site da IOL).

4 comentários:

Celeste disse...

Parece-me que foi divertido! Apesar dos vapores.

Eu tb não me dou com eles, prefiro as vitaminas da cerveja. Ultimamente, mais das do vinho tinto!

Gosto de Madness, bastante.

Beiji** para o Oeste

RockyBalbino disse...

Muito divertido! Fartei-me de dançar e de beber cervejinha :)

As minhas companhias, no caminho para lá, sugeriram que a dada altura se poderia ouvir:

"Os artistas pedem ao senhor idoso e obeso que se afaste das primeiras filas por motivos estéticos...".

Não se confirmou :)

Nutty boys!!!...

Beijinhos para Credo!

Deolinda disse...

Continuo a pensar que nasceu para escrever (sátira ou não sátira)...

Parabéns e obrigada pelo relato! :)

PS-3 euros até que foi saldo...
No dia da manif, numa esplanada do Rossio, o meu marido pagou quatro(eu sou pela cola light)...

RockyBalbino disse...

Olá Deolinda,

De facto cerveja a 3 euros o balde é saldo. Eu é que insisto em converter para escudos e penso logo que estou a pagar 600 paus por uma cerveja :)

Continuando a falar a sério, a minha carreira literária começou e acabou quando no 5º ano, com 11 anos, ganhei o 1º prémio do concurso jornalístico dedicado ao tema "Poluição".

Ficou um bocado deprimente. E premonitário...

Cravaram-vos dessa forma no Rossio?!... Não há pudor!

Abraço,

Rocky Balbino